A rotina em Bahrein é um pouco sem novidades. Bahrein por ser um lugar pequeno, todo mundo se conhece e se você fica muito tempo por aqui, logo as novidades acabam e os dias começam a ser repetitivos. Hoje mesmo saí com a Cristiane, bailarina brasileira que também está trabalhando aqui. Fomos ao shopping e depois sentamos num café para fumar arguile. Entrando no lugar, já encontrei um casal que é cliente assíduo do restaurante, e que eu conheço desde a primeira vez que trabalhei aqui. Depois que sentamos, ainda encontrei mais dois clientes do restaurante. Privacidade não existe.
Ontem até aconteceu uma coisa diferente no meu show. Bahrein tem a vantagem de ser um país aberto e próximo da Arábia Saudita e do Kuwait, que são países ricos e fechados, onde não há entretenimento e venda de bebidas alcoólicas. Os negócios acabam sempre correndo bem por aqui devido as pessoas que vem da Arábia Saudita e do Kuwait para se divertir por aqui. Mas quando eu falo em pessoas da Arábia Saudita, me refiro a mulheres que andam apenas com os olhos a mostra. Ontem veio uma enorme família saudi no restaurante: 15 mulheres e 2 homens. Elas até estavam com o rosto a mostra. Mas em outra mesa havia uma família com 3 mulheres (apenas com os olhos de fora) e dois homens. A diferença é que estas famílias estavam curtindo demais o show, aplaudiam, cantavam e um dos homens até dançou comigo.
O derbaquista egípcio que gostava de criar problemas foi embora. Me pediu desculpas e resolveu ficar meu amigo, disse até para eu ligar para ele se fosse para o Egito. O novo derbaquista, tunisiano, é muito bom profissional, mas tem um problema engraçado: cócegas na cintura. Descobri outro dia quando ele estava distraído, cutuquei ele com a bengala e ele deu um pulo e disse “aiaiaia” no microfone. Alguns clientes perceberam e riram.
Depois disso, outro dia fora do palco, após o meu show e antes do show da cantora eu estava comentando com ela que ele tinha um “problema”, nisso ele passou por nós. Eu fiz de conta que ia cutucar a cintura dele e ele deu um pulo e disse de novo “aiaiai”. Detalhe que eu estava a mais de um metro de distância dele. E ele ficou traumatizado. Outro dia eu apenas “apontei” para ele e pedir para começar o segundo show com khaleege e ele de novo deu um pulo seguido do “aiaiai”... ele diz que isso é um grande problema para ele.
No período da Copa, em dias de jogo o movimento no restaurante era fraco. Após a Copa do Mundo, volta e meia as pessoas me perguntam “por que” o Brasil perdeu. Sem contar algumas pessoas com perfil mais “dramático” que dizem que choraram ou não dormiram quando o Brasil saiu da Copa. Eu sinceramente não me abalei tanto assim.
No mais, meus dias se resumem a ir ao shopping, dançar, as vezes ir ao souk e fumar arguile. O souk de Bahrein é interessante pela facilidade para encontrar bengalas e túnicas de khaleege. Mas, até mesmo ir ao souk é difícil pois é verão e o calor é absurdo. Calor e umidade. De qualquer forma, está sendo um contrato tranqüilo e bom de trabalhar. Isso é o que considero mais importante.
Ontem até aconteceu uma coisa diferente no meu show. Bahrein tem a vantagem de ser um país aberto e próximo da Arábia Saudita e do Kuwait, que são países ricos e fechados, onde não há entretenimento e venda de bebidas alcoólicas. Os negócios acabam sempre correndo bem por aqui devido as pessoas que vem da Arábia Saudita e do Kuwait para se divertir por aqui. Mas quando eu falo em pessoas da Arábia Saudita, me refiro a mulheres que andam apenas com os olhos a mostra. Ontem veio uma enorme família saudi no restaurante: 15 mulheres e 2 homens. Elas até estavam com o rosto a mostra. Mas em outra mesa havia uma família com 3 mulheres (apenas com os olhos de fora) e dois homens. A diferença é que estas famílias estavam curtindo demais o show, aplaudiam, cantavam e um dos homens até dançou comigo.
O derbaquista egípcio que gostava de criar problemas foi embora. Me pediu desculpas e resolveu ficar meu amigo, disse até para eu ligar para ele se fosse para o Egito. O novo derbaquista, tunisiano, é muito bom profissional, mas tem um problema engraçado: cócegas na cintura. Descobri outro dia quando ele estava distraído, cutuquei ele com a bengala e ele deu um pulo e disse “aiaiaia” no microfone. Alguns clientes perceberam e riram.
Depois disso, outro dia fora do palco, após o meu show e antes do show da cantora eu estava comentando com ela que ele tinha um “problema”, nisso ele passou por nós. Eu fiz de conta que ia cutucar a cintura dele e ele deu um pulo e disse de novo “aiaiai”. Detalhe que eu estava a mais de um metro de distância dele. E ele ficou traumatizado. Outro dia eu apenas “apontei” para ele e pedir para começar o segundo show com khaleege e ele de novo deu um pulo seguido do “aiaiai”... ele diz que isso é um grande problema para ele.
No período da Copa, em dias de jogo o movimento no restaurante era fraco. Após a Copa do Mundo, volta e meia as pessoas me perguntam “por que” o Brasil perdeu. Sem contar algumas pessoas com perfil mais “dramático” que dizem que choraram ou não dormiram quando o Brasil saiu da Copa. Eu sinceramente não me abalei tanto assim.
No mais, meus dias se resumem a ir ao shopping, dançar, as vezes ir ao souk e fumar arguile. O souk de Bahrein é interessante pela facilidade para encontrar bengalas e túnicas de khaleege. Mas, até mesmo ir ao souk é difícil pois é verão e o calor é absurdo. Calor e umidade. De qualquer forma, está sendo um contrato tranqüilo e bom de trabalhar. Isso é o que considero mais importante.
