Uma das minhas bailarinas mais amadas é a Giovanna Argenta! Não apenas por tudo o que ela apresenta no palco, mas pela sua tragetória na dança. Ela começou muito jovem, foi para o exterior quando ainda era adolescente, aproveitou as oportunidades que surgiram e construiu seu caminho de sucesso. Ela escreveu este texto em 2010 para o blog da Amarein. Como este texto é uma “pérola”, resolvi republicar, até para que sirva de inspiração para quem sonha com uma carreira internacional.
Boa leitura!
Venho aqui contar um pouquinho de como foi minha experiência dançando em Lanzarote, Ilhas Canárias.
Há dois anos que me apresento em
Lanzarote. Nas férias de verão daqui,
faço a temporada de inverno lá.
Lanzarote é uma ilha fantástica! O tempo
era divino, mesmo sendo inverno. O sol me abençoava todos os dias, acompanhado
uma brisa fresca. As pessoas super
educadas e receptivas. As comidas
então... maravilhosas!
Dançava pela companhia de danças da minha
irmã mais velha, que vive por lá há muitos anos. O grupo era composto por mim e
mais duas meninas. Dançávamos durante a
semana em diferentes hotéis e aos finais de semana num restaurante temático
oriental. Chegávamos sempre trinta minutos antes, para organizar os figurinos,
entregar o cd para o animador e dar os
últimos retoques na maquiagem. E Simbora
dançar!!! Clássica, saidi, moderna, solo de derbak, baladi....Rolava de tudo! O
público adorava, pois tinha trocas de vestuários e as músicas eram de diferentes
estilos. O show durava em média quarenta e cinco minutos e o público alvo eram
turistas de toda parte do mundo. O público
variava muito, tudo dependia da localização do hotel. Hotéis em Puerto Del
Carmem, que é um bairro bem centralizado, tinham muitos Ingleses, Alemães e
Espanhóis. Em Playa Blanca, por exemplo,
tinha um hotel que era sempre lotado de Marroquinos.
Encerrávamos o show tirando a galera pra
dançar, com uma música moderna! Era super divertido!
Os ensaios da companhia eram praticamente
todos os dias, para que as coreografias do show ficassem em perfeita sincronia.
Fora os ensaios, formei uma turma de
“intensivos de inverno” para meninas que já tinham base na dança do
ventre. Ministrei: técnica de quadril,
coreografia e limpeza de movimentos.
As meninas eram demais! Sempre empolgadas e
com muita disposição. Sem dúvida, foi um desafio pra mim. Nunca tinha dado aula
para uma turma numerosa e em outro idioma. Minha realização como bailarina foi
ministrar aulas. Isso só confirmou o que quero para meu futuro!!!
Em fevereiro participei do Festival Internacional
Egipto em Barcelona, disputando a categoria solo profissional com outras 67
canditadas, que também vieram de toda parte do mundo. Encontrei duas
Brasileiras por lá, uma era de Salvador e outra de São Paulo. Ficamos jogando
conversa fora e tremendo de frio nos bastidores! A organizadora do evento, Munique Neith foi super atenciosa e está de parabéns pela
organização impecável. Tive como jurados: Alika Hanan, Mo geddawi, Amara Saadeh,
Munique Neith e Helwa.
Quero agradecer imensamente minhas
professoras, que me ensinaram tudo, desde básico até hoje: Priscila Silvestri,
Catarine Bacchi e Priscila Fontoura. Sem vocês nada disso seria possível!
E também minhas queridas colegas da Amarein
Bellydance, que sempre dão a maior força! Vocês são demais!!!
Muito obrigada, de coração!
Um beijão à todas!
Giovanna Argenta

